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domingo, 26 de junho de 2011

José J Veiga

José Jacinto Pereira Veiga, conhecido como José J. Veiga, (Corumbá de Goiás,1915Rio de Janeiro, 1999) foi um escritor brasileiro, considerado um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico

Estreou na literatura um pouco tarde, aos 44 anos de idade, com o livro ganhador do prêmio [[Fábio Prata ]] em 1959, Os cavalinhos de Platiplanto, contendo doze contos.

Teve seus livros publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal. Ganhou, pelo conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras.

Hoje, a rodovia GO-225, que liga sua cidade natal à capital goiana, tem seu nome. Faleceu de câncer no pâncreas e complicações causadas por uma anemia. A 31 de janeiro de 1999, a sua obra "A Hora dos Ruminantes" foi incluída, por um júri escolhido pelo jornal mais influente de Goiás, O Popular, na lista dos 20 livros mais importantes de Goiás no século XX, tornando-se assim obra canônica.

José J Veiga(Análise Sombra de Reis barbudos)


Ao chegar, tio Baltazar dá a seu sobrinho um relógio. Neste momento, podemos
interpretar Lucas como se representasse os estudantes e Baltazar os militantes
de direita, e estes, como já tinham idéia de uma possível revolta, tentam
“atrasar” os estudantes fazendo coisas para agradá-los; ou seja, este episódio
representa uma tentativa de compra por parte dos militares em cima dos
estudantes.
O narrador no começo da história aparece muito inocente, ainda no papel de
criança, e sua concepção do mundo ainda é superficial. Isso fica muito explícito
no episódio do carro. Entre tio Baltazar e Horácio (pai do narrador) sempre
houve uma desavença cujos motivos não são devidamente explicados. Quando
Baltazar chega, ele possui um carro novo, cujo modelo ainda não fora lançado
no Brasil. Lucas relata

José J Veiga (Análise Sombra de Reis Barbudos)


É evidente que o livro Sombras de reis barbudos faz uma relação entre os
tempos de ditadura no Brasil e seu enredo fantástico. O livro funciona como
uma grande alegoria que utiliza metáforas para expressar as situações vividas
na Ditadura Militar Brasileira ocorrida entre os anos de 1964 e 1985.
A história começa numa narração em primeira pessoa, com o menino Lucas, de
onze anos, falando de um tempo passado, porém um passado recente, não
muito longínquo, onde aconteceram coisas horríveis que ele se propõe a contar
agora a pedido de sua mãe. Apesar da afirmação de que no começo da
narrativa Lucas tem onze anos, a noção de tempo não é clara na história, não
sabemos se do começo da história até o presente narrativo passaram-se muitos
ou poucos anos.
Lucas é um personagem esférico, porém esta característica é obtida aos
poucos. No começo da história, Lucas é ainda uma criança e suas atitudes não
ultrapassam as atitudes de uma criança. Contudo, ao longo do enredo, Lucas
cresce e suas atitudes não são nada previsíveis. No começo da trama, Lucas é
marcado apenas por ter uma opinião de observação acerca de tudo que lhe
acontece e ao longo da mesma começa a participar do que acontece e sua
opinião cresce e torna-se crítica.
Tudo começa quando tio Baltazar (o tio do narrador) chega na cidade. Baltazar
é um homem de muita fama, muitas fotografias, e, se transpusermos a história
do livro na ditadura brasileira, ele é o homem que, generalizando, representa a
elite brasileira. Seu tio chega com a idéia de instalar uma companhia na cidade,
porém o caráter desta não é nunca revelado, é apenas a Companhia
Melhoramentos de Taitara. Baltazar é recebido com muita festa, porém um
desapontamento por parte de seu sobrinho, pois nele falta um braço. Isso
mostra que a elite era vista com grande admiração, porém não era completa e
possuía defeitos

José J Veiga


Sombras de reis barbudos é uma história contada por Lucas, um menino de
onze anos que participa efetivamente da história. Sua vida é passada em uma
pequena cidade do interior que muda completamente após a instalação da
Companhia Melhoramentos de Taitara. A idéia da Companhia foi de seu tio
Baltazar e esta foi idealizada com a ajuda de seu pai, Horácio.
O caráter da Companhia não é definido, é apenas a Companhia que aos poucos
vai adquirindo poder sobre a cidade e é estranhamente respeitada por todos.
Aos poucos surgem proibições estranhas, mas que novamente a população
cumpre e respeita sem reivindicar. Surgem assim muros, urubus, censuras
absurdas, homens-pássaro, fiscais e é isso que dá o caráter fantástico para o
livro.
Ao longo da história, o narrador amadurece e já tem uma posição crítica sobre a
situação que a cada dia se agrava, porém perde força ao final do livro.
Após este breve resumo, com o objetivo apenas de situar, explicarei melhor o
livro no próximo capítulo.

José J Veiga

José J Veiga

Apaixonada por Literatura em meus tempos de estudantes li várias Obras e sempre encantava as narrativas sejam elas românticas realistas enfim sou meio suspeita para falar por que sou uma apaixonada pelo gênero.
José J veiga foi um dos escritores que nunca esqueci suas narrativas ficaram como que gravada em minha mente.